O malandro
Tá na greta
Na sargeta
Do país
E quem passa
Acha graça
Na desgraça
Do infeliz
O malandro
Tá de coma
Hematoma
No nariz
E resgando
Sua bunda
Uma funda
Cicatriz
O seu rosto
Tem mais mosca
Que a birosca
Do Mané
O malandro
É um presunto
De pé junto
E com chulé
O coitado
Foi encontrado
Mais furado
Que Jesus
E do estranho
Abdômen
Desse homem
Jorra pus
O seu peito
Putrefeito
Tá com jeito
De pirão
O seu sangue
Forma lagos
E os seus bagos
Estão no chão
O cadáver
Do indigente
É evidente
Que morreu
E no entanto
Ele se move
Como prova
O Galileu
Chico Buarque - A Ópera do Malandro
terça-feira, 11 de agosto de 2009
O Malandro 2
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